I Encontro de Rede CSA Brasil 2016
23 e 24 janeiro – EMEF Desembargador Amorin Lima – Butantã
Dia 23 – sábado
CSA e pesquisa acadêmica
- CSA Boituva e Tatuí – Kelly Cristina Bombem
Mapeamento das famílias: quem são? Nível socio-econômico, escolar? O que buscam na CSA?
Análise dos perfis.
Contam com 38 coprodutores
Foco: cuidar do agricultor.
-CSA São Carlos – Flávia Torunsky e agricultora Dina
http://www.csasaocarlos.com.br/
POSSIBILIDADES INCALCULÁVEIS
Desde 2013. Começou com 33 coprodutores.
Hoje - 60 coprodutores + 16 bolsistas = 76 famílias
Cota solidária: paga quem pode
Moeda social: bolsista trabalha na roça 4 horas por semana: recebe uma cota por mês.
Construíram uma câmara para manutenção da temperatura, de pau-a-pique, sem maquinário. Tecnologia antiga e de baixíssimo custo.
Dina deu um depoimento emocionada, pois segundo ela, os coprodutores estavam garantindo o cuidado na lavoura para que ela estivesse presente nesse encontro no fim de semana.
-CSA ABC – agricultura urbana no ABC – Victor Dimitrrov
Agricultura urbana no ABC, Santo André e o processo de transição agroecológica das hortas urbanas.
Iniciou com uma Cooperativa de Compras Coletivas, com quase 1000 famílias. Contam com 150 variedades de hortaliças.
CSA e empreendedorismo social
-CSA Brasília – Renata Navega
Desde março 2015
3 CSA em Brasília: CSA Barbetta, CSA Altiplano e CSA Toca da Coruja.
Equipe de apoio estruturada. Não têm interesse em crescimento rápido. Revezamento na coordenação de 6 meses. Todos voluntários.
-CSA Belo Horizonte – Júlio Cesar Bernardes
Desde janeiro 2015 - 34 coprodutores 180 pessoas na lista de espera
Teve uma procura muito grande, porém sem muita estrutura operacional.
Comunicação/divulgação principalmente pela internet.
-CSA Rio de Janeiro – Vitor Piranda e Eduardo Boorhen (Clube Orgânico)
Desde abril 2015 – 280 coprodutores 2 produtores
Pessoal de apoio recebe uma remuneração
Estruturado em Consultoria agrícola, vendas, marketing, logística e relacionamento com “clientes”.
CSA e agricultura e pedagogia
-CSA Micael SP – Rogério e Maria Cristina Produtora e mãe
Desde 2014 dentro da comunidade escolar – Colégio Waldorf Micael de SP. Desenvolve atividades em conjunto com os professores. Visitas não regulares.
-CSA Curitiba – André Garcia e Raquel Makibara
Desde julho 2015 – 3 agricultores e 20 famílias.
Em dezembro 2015 – foi desmembrado em 2 CSAs: CSA Sítio São Carlos – comunidade escolar Turmalina, com aproximadamente 40 coprodutores e CSA Terra Viva Verde Orgânico, com aproximadamente 40 coprodutores de 3 pontos de distribuição nos bairros da Água Verde, Jardim Ambiental e Santa Felicidade.
-CSA Demétria - Carlos Lira
Desde 2012 – 400 famílias localizadas em Botucatu, Bauru, Ourinhos e São Paulo.
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O almoço/jantar foi servido em um ponto de encontro chamado Piparia, localizado no mesmo bairro. O valor da contribuição variava de R$ 18,00 a R$ 25,00/pessoa.

Cada pessoa contribuiu voluntariamente com o que pudesse e também era convidado a auxiliar na limpeza. A ideia é que cada um, pelo menos, lavasse seu prato e talheres.
Dia 24 – domingo
No domingo começamos com a Palestra do Hermann Polhmann. Hermann contou sua trajetória no Brasil e como foi árdua a sua busca pelo começo de uma CSA. Depois de um ano procurando o agricultor que aceitasse a proposta, finalmente encontrou com o Marcelo, no bairro da Demétria,
em Botucatu, São Paulo. Existia muita empolgação e pouco compromisso entre os interessados em potencial. A CSA foi crescendo e logo haviam outros depósitos de alimentos, como Ourinhos e Bauru. Mais tarde e depois muitos encontros, Vagner Santos aceitou o convite
para cuidar da parte financeira da CSA Demétria, em Bauru.
Eles dois falaram do I Encontro Internacional de CSA’s na China. Lá existem 20 milhões de membros em CSA. Neste evento percebeu-se que no Brasil o enfoque é mais na pessoa do agricultor e que há mais proximidade com a ideia de Economia Associativa,
fruto da Antropologia Antroposófica.
O próximo encontro Internacional de CSA’s acontecerá em 2018.
Com a rápida expansão das CSAs, hoje se vê a necessidade de se formar formadores de CSA.
Para isso se foi estruturado um curso que terá o seu início em 2017.
Será em caráter Latu Sensu, com 360 horas,
em sete semanas, totalizando 18 meses de duração.
em sete semanas, totalizando 18 meses de duração.
Depois tivemos uma apresentação da psicoterapeuta Raquel Wrona,
“Comunidade e abordagem Centrada na Pessoa”.
Trouxe abordagem de diversos autores que tratam dos estudo das conexões sociais.
Comunidades se formam a partir da Empatia e da Aceitação entre as pessoas.
Construir uma comunidade é um atributo do coração.
Ela trouxe também um poema de Clarice Lispector, que colocamos abaixo.
Fizemos uma dinâmica de grupos para se tecer uma rede CSA
e ficar visível os personagens principais trazidos por cada grupo.
Agricultor, Coagricultores, Rede CSA, Comunicação, Estrutura física,
Equipe de apoio foram um dos nomes citados.
Sendo evidente a importância da correlação entre todos esses personagens.
Submissão ao Processo
“O processo de viver é feito de erros – a maioria essenciais –
de coragem e preguiça, desespero e esperança de vegetativa atenção,
de sentimento constante (não pensamento) que não conduz a nada,
não conduz nada,
e de repente aquilo que se pensou que era “nada”
- era o próprio assustador contato com a tessitura do viver –
e esse instante de reconhecimento (igual a uma revelação)
precisa ser recebido com a maior inocência, com a inocência de que se é feito.
O processo é difícil?
Mas como chamar de difícil o modo extremamente caprichoso e natural como uma flor é feita.”
"Submissão ao processo", crônica publicada em 20.01.73. In:"A descoberta do mundo"
Clarice Lispector
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